Carta de Princípios - instituto esfera

APRESENTAÇÃO

 

A presente carta de princípios é resultado de um esforço coletivo contínuo para explicitar condutas desejáveis que não abrimos mão em natureza grupal. Para tanto, fundamentado nas mais vastas situações, prezamos algumas ações para se atingir resultados desejados perante as escalas do indivíduo, grupo e meio ambiente em geral. É importante destacar que este documento encontra-se em constante transformação.

 

Durante alguns encontros os integrantes do grupo propuseram palavras chaves sobre princípios que estariam presentes no documento. Estas palavras chaves foram definidas individualmente e em seguida buscou-se um alinhamento de compreensões sobre elas perante todos os integrantes do grupo e revistas de forma que os conceitos de algumas palavras chaves, por apresentarem proximidade na compreensão de seu conceito/significado, fossem fundidas em uma palavra só, e outras por serem muito abrangentes foram decompostas em palavras chaves mais específicas. Tais palavras, a princípio, seriam a síntese dos resultados desejáveis que gostaríamos de atingir em natureza grupal e nortearam o desenvolvimento da Carta de Princípios, sendo elas:

 

● Autonomia

● Solidariedade

● Cooperação

● Sustentabilidade

● Transparência

● Liberdade

● Democracia

● Autogestão

● Laicidade

● Criatividade

● Acessibilidade

● Flexibilidade

● Atenção e sensibilidade

● Interdisciplinaridade

● Indissociabilidade (entre ensino, pesquisa e ação na realidade)

● Aderência Livre, Espontânea, Voluntária e Esclarecida

 

O próximo passo seria imaginar as situações que poderiam ser apresentadas ao grupo e da forma mais abrangente possível elencar ações necessárias perante tais situações para se chegar aos resultados desejáveis, por sua vez, norteado por cada palavra chave apresentada acima. Desta forma, perante as mais diversas situações é desejável que os membros do grupo ajam de acordo com cada resultado esperado por meio de um conjunto de ações que deverão constantemente e eternamente serem revistas, para evitar que se tornem obsoletas e estagnadas.

 

RESULTADOS E AÇÕES DESEJÁVEIS PERANTE AS MAIS DIVERSAS SITUAÇÕES

 

● Constante apropriação dos integrantes nos processos de produção e reprodução do grupo;

 

● Evitar a centralização da responsabilidade por qualquer atividade do grupo por um único membro;

 

● Promover processos mais democráticos e equitativos dentro das dinâmicas do grupo;

 

● Praticar a franqueza e transparências nas comunicações entre os membros e com o grupo;

 

● Respeitar as diversidades desde que o exercício destas não fira os princípios do grupo;

 

● Prezar pela equidade de oportunidades entre os membros do grupo;

 

● Promover condições estratégicas para se atingir graus crescentes de participação;

 

● Promover processos educativos a fim da realização da liberdade do indivíduo e do coletivo (liberdade de pensamentos e conduta do indivíduo desde que esta não o destoe dos princípios do grupo, que por sua vez deve buscar sua liberdade e autonomia de forma a se sustentar politicamente, ambientalmente, economicamente, culturalmente e socialmente);

 

● Garantir a neutralidade ideológica e de crenças em todas as atividades da comunidade;

 

● Compreender a verdade como algo dinâmico e em constante mutação;

 

● Garantir simultaneamente a liberdade de todos e a liberdade de cada um, distinguindo o domínio coletivo, onde se exerce a cidadania, e o domínio individual, onde se exercem as liberdades individuais (de pensamento, de consciência, de convicção) e onde coexistem as diferenças (biológicas, sociais, culturais);

 

● Promover o aumento da sensibilidade individual e coletiva com relação aos recursos existentes para o uso consciente e preservação dos mesmos para as gerações futuras;

 

● Praticar e promover da forma mais ampla a conscientização do usufruto das diversas esferas da sustentabilidade (cultural, ambiental, econômica, social, política e psicológica) por meio da atenção continua e sensibilidade crescente nas diversas situações e práticas do dia a dia;

 

● Identificar as demandas do próximo e de acordo com as possibilidades auxilia-lo para a superação dessas necessidades;

 

● Cooperar e possibilitar graus crescentes de integração indivíduo-indivíduo, indivíduo-coletivo, coletivo-coletivo e coletivo-individuo;

 

● Auxiliar sempre que necessário e possível o grupo e/ou indivíduos de forma a prosperar e superar as carências identificadas;

 

● Promover relações mais horizontais;

 

● Acolher as necessidades objetivas e subjetivas do grupo e do indivíduo;

 

● Promover o desenvolvimento crítico individual e coletivo de forma a aumentar as possibilidades de experiências e conhecimentos dos participantes (com base nos contextos internos e externos do grupo);

 

● Prezar pela livre expressão do indivíduo e do coletivo desde que não conflite com os princípios do grupo;

 

● Fomentar em todas as instancias a emergência do novo e original;

 

● Proporcionar condições diversas para os processos criativos;

 

● Questionar constantemente os padrões existentes para que nunca se tornem obsoletos ou impeçam a emergência do novo;

 

● Evitar posicionamentos enrijecidos frente as mais diversas situações, buscando sempre a forma mais ampla de compreensão e ação;

 

● Atentar-se para as demandas específicas de cada indivíduo evitando situações burocráticas e generalistas/irredutíveis;

 

● Mude e esteja sempre pronto e disposto para mudar novamente (adapte-se a adaptar-se);

 

● Praticar constantemente o comprometimento com as responsabilidades individuais e coletivas;

 

● Buscar constantemente o autoconhecimento;

 

● Atentar-se para as diversas realidades (a realidade pessoal e a do próximo) ampliando os graus de compartilhamento, sejam na esfera da comunicação verbal, emocional, sensitiva, entre outras;

 

● Garantir o direito de todos os seres a um ambiente adequado à saúde e bem-estar;

 

● Resolução de conflitos sem uso de violência;

 

● Uso dos recursos naturais sempre com graus crescentes de consciência para conservação e reciclagem, prezando sempre pelo equilíbrio dinâmico do ecossistema;

 

● O Exercício da solidariedade entre as gerações;

 

● Agir com precaução diante da incerteza;

 

● Sempre agir de acordo com a prevenção e compensação para evitar remediações;

 

● Manter a integridade ecológica por meio da prevenção de poluição, da prudência no uso de recursos naturais, da preservação da diversidade da vida e do respeito à capacidade de suporte dos ecossistemas;

 

● Desenvolver o potencial econômico contemplando a distribuição de renda e a redução das externalidades (impacto negativo gerado por uma atividade ou cadeia produtiva e que não é resolvido/minimizado/incorporado por essa mesma atividade/cadeia produtiva, transferindo o problema para outra instância) socioambientais, buscando resultados macrossociais (conjunto de inter-relações econômicas e sociais da sociedade em sua complexidade) positivos;

 

● Buscar maior igualdade de oportunidades, combatendo as práticas de exclusão, a discriminação e a reprodução da pobreza, mantendo o respeito pela diversidade social em todas suas formas;

 

● Promover a diversidade e identidade cultural em todas suas formas, especialmente aquelas que identificam as raízes locais, possibilitando também a conservação do patrimônio urbanístico, paisagístico e ambiental que fazem referência à história e memória das comunidades;

 

● Criar mecanismos para ampliar a participação da sociedade nas tomadas de decisões, reconhecendo e respeitando os direito de todos, superando as práticas e políticas de exclusão, promovendo o desenvolvimento da cidadania ativa. Entende-se como participação a inclusão de todo(a) e qualquer cidadão e cidadã nas tomadas de decisões de interesse público e coletivo, no entanto, mais do que ser consultadas ou ter direitos a votos, essas pessoas devem, idealmente, ser também propositoras, fazendo valer seu papel de agente e coliderança na construção de projetos, programas e políticas. Este tipo de participação ativa é que torna legítima a decisão voltada ao bem coletivo. As pessoas envolvidas devem, também, trabalhar em conjunto para a implantação de suas decisões, inclusive acompanhando os encaminhamentos e avaliando resultados de suas ações, podendo interferir para a revisão daquelas decisões e outras mudanças que forem necessárias para melhorar o processo;

 

● Reduzir o consumo de energia, água, bens e serviços;

 

● Reduzir a geração de resíduos;

 

● Priorizar o uso de objetos duráveis ao invés de descartáveis;

 

● Buscar a máxima reutilização de materiais;

 

● Priorizar o uso de recursos naturais renováveis:

 

● Priorizar o uso de materiais recicláveis e reciclados;

 

● Optar por alimentos orgânicos e que não envolvam o sofrimento e/ou degradação do meio ambiente e de qualquer ser vivo;

 

● Encaminhar resíduos para reciclagem e compostagem;

 

● Otimizar o transporte coletivo e solidário;

 

● Valorizar iluminação e ventilação naturais.

 

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